Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 68 dias para a posse
Diário Executivo
Agora

Senado aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

Proposta reduz jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso para trabalhadores com carteira assinada.

Por Christopher Guerra · 2 min de leitura

O plenário do Senado Federal aprovou, na noite de quarta-feira (14), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que extingue a escala de trabalho 6x1 e estabelece a jornada máxima de 40 horas semanais.

Ilustração jornalística sobre a aprovação do fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no Senado Federal. Em primeiro plano, uma carteira de trabalho brasileira, um calendário semanal e um relógio representam a rotina profissional, enquanto, ao fundo, o plenário legislativo e um trabalhador relaxando diante do pôr do sol simbolizam o debate sobre direitos trabalhistas e mais tempo para descanso e lazer.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a fim da escala 6x1. A decisão ocorreu após votação expressiva de 75 votos favoráveis e apenas um contrário, consolidando a mudança na jornada de trabalho prevista na PEC 221/2019. O texto segue agora para promulgação, uma vez que manteve a redação aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados.

Como funcionará a transição da jornada

A nova regra estabelece o descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, consolidando a jornada 5x2. O processo de implementação ocorrerá em etapas: 60 dias após a promulgação da emenda, as empresas devem reduzir a jornada máxima para 42 horas semanais. Após 12 meses desse prazo inicial, o limite será reduzido para 40 horas semanais definitivas.

A medida altera um parâmetro constitucional vigente desde 1988, quando a jornada foi fixada em 44 horas semanais. Segundo o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), a mudança representa a maior conquista trabalhista das últimas décadas. A votação foi viabilizada por um calendário especial que dispensou novas sessões deliberativas, permitindo a análise em dois turnos na mesma noite.

Impacto no mercado de trabalho

Levantamentos citados durante a sessão indicam que a mudança deve beneficiar cerca de 26,8 milhões de trabalhadores, incluindo 22 milhões de formais e 4,8 milhões de informais. Dados do Dieese apontam que mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda cumpre jornadas superiores a 40 horas semanais.

Durante os debates, parlamentares divergiram sobre os efeitos econômicos. Enquanto defensores da proposta destacaram o ganho na qualidade de vida e convívio familiar, críticos como o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertaram para o possível aumento nos custos operacionais, especialmente para micro e pequenas empresas. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único parlamentar a registrar voto contrário à matéria.

Perguntas frequentes

A redução da jornada implica redução salarial?

Não. O texto da PEC aprovado determina a redução da jornada de trabalho sem que haja qualquer diminuição nos salários dos trabalhadores.

Qual o prazo para a jornada chegar a 40 horas?

A transição total é de 14 meses. O primeiro estágio ocorre 60 dias após a promulgação, com o limite de 42 horas, seguido por mais 12 meses até atingir o teto de 40 horas semanais.

Quem é beneficiado pela mudança?

A medida alcança trabalhadores com carteira assinada que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, além de trabalhadores informais que se encontram na mesma condição de carga horária.

Compartilhe esta matéria

Leia também