Lula é reeleito para quarto mandato presidencial no segundo turno de 2026
Candidato do PT venceu Flávio Bolsonaro com 51,75% dos votos válidos e assumirá o Poder Executivo para seu quarto mandato.
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no domingo, 25 de outubro de 2026, ao alcançar 51,75% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais, totalizando 64.060.863 votos computados com mais de 98,2% das urnas apuradas.
- Trabalhadores e aposentados: garantia de reajuste anual do salário mínimo acima do índice de inflação.
- Estudantes do ensino superior: previsão de ampliação do benefício financeiro com a criação do Pé-de-Meia universitário.
- Pacientes do SUS: expansão da assistência oncológica e inclusão de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.
- Governos estaduais e segurança pública: cooperação direta da União por meio da criação do Ministério da Segurança Pública.
A reeleição de Lula para o quarto mandato na Presidência da República foi confirmada no domingo, 25 de outubro de 2026, no segundo turno do pleito eleitoral. Com mais de 98,2% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, o candidato do Partido dos Trabalhadores alcançou 51,75% dos votos válidos, somando 64.060.863 votos e superando o adversário Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal.
A mobilização da campanha eleitoral no segundo turno contou com atuação em plataformas digitais e mobilizações de rua organizadas por movimentos sociais e estudantes. A estratégia em redes sociais incluiu a criação do grupo Exército de Lula no aplicativo WhatsApp pelo deputado André Janones, canal que reuniu mais de 10 milhões de participantes para a difusão de conteúdos de campanha.
Quais são as propostas do governo com a reeleição de Lula?
O programa de governo aprovado nas urnas prevê a continuidade de diretrizes econômicas e sociais, destacando-se o compromisso de reajustar o salário mínimo com valorização real acima da inflação. Na segurança e defesa, a proposta estabelece a criação do Ministério da Segurança Pública para articular ações federais junto aos estados, além de investimentos contínuos na defesa nacional.
Na área da saúde, o plano projeta a criação da maior rede pública de atendimento ao câncer, prevendo recursos para diagnóstico precoce, tratamento modernizado e atualização do catálogo de medicamentos imunoterápicos e quimioterápicos no Sistema Único de Saúde. Para a educação, o texto prevê a expansão do incentivo financeiro estudantil com o Pé-de-Meia universitário, derivado do programa escolar instituído em 2024 para combater a evasão no ensino médio público.
Em relação à política externa, a nova gestão manterá relações diplomáticas e comerciais equânimes com diferentes blocos e países. Após a imposição de barreiras tarifárias pelos Estados Unidos, a diretriz governamental foca no fortalecimento da indústria nacional e na busca por novos mercados para as exportações brasileiras.
Qual é a trajetória do presidente reeleito?
Nascido em Garanhuns, Pernambuco, em 27 de outubro de 1945, Luiz Inácio Lula da Silva atuou como metalúrgico e liderou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a redemocratização. Formado torneiro mecânico pelo Senai, participou da fundação do PT em 1980, da campanha das Diretas Já e foi eleito deputado federal em 1986.
Lula governou o Brasil de 2003 a 2010 e retornou à Presidência da República em 2023, após ter suas condenações na Operação Lava Jato anuladas, processo no qual cumpriu 580 dias de prisão. Ao vencer o pleito de 2026, o presidente inicia o seu quarto mandato no Palácio do Planalto, declaração que ele classificou como sua última gestão presidencial.
Perguntas frequentes
Quantos votos Lula obteve no segundo turno de 2026?
Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 64.060.863 votos, o que representou 51,75% dos votos válidos apurados.
Quem foi o adversário de Lula no segundo turno?
O candidato do PT disputou o segundo turno das eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro, do PL.
Quais novos órgãos federais estão previstos para o próximo mandato?
O plano de governo prevê a criação do Ministério da Segurança Pública para integrar as ações federais com as políticas dos estados.