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TSE desmente expulsao de fiscais do PL da sala-cofre durante apuracao

Justiça Eleitoral afirma que o espaço não é aberto a visitação e comprova acesso de fiscais do PL às demais áreas do tribunal.

Por Christopher Guerra · 3 min de leitura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota oficial nesta segunda-feira (26) negando que fiscais do Partido Liberal (PL) tenham sido expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições de 2026.

Ilustração do prédio do TSE em Brasília e painel digital com o acompanhamento da apuração de votos.

O Tribunal Superior Eleitoral negou, nesta segunda-feira (26), a acusação feita pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de que integrantes de seu partido teriam sido expulsos da sala-cofre do TSE durante a apuração do segundo turno presidencial. A Justiça Eleitoral informou que o local restrito não é aberto para visitação, mas confirmou que a fiscalização das demais etapas ocorreu dentro da normalidade.

Segundo o tribunal, o acesso à sala-cofre é vedado a visitantes externos por razões de segurança. No entanto, o órgão destacou que a Sala de Totalização, a Sala dos Partidos Políticos e a área do Teste de Integridade das Urnas permaneceram abertas para observadores internacionais, advogados, membros do Ministério Público e representantes de legendas partidárias.

Acesso à sala-cofre do TSE e áreas de fiscalização registradas

O TSE confirmou a presença de dois representantes credenciados do PL no edifício-sede em Brasília. Os fiscais participaram do acompanhamento do Teste de Integridade das Urnas no subsolo do prédio, além de circularem pela Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar, e pela Sala de Totalização.

A Corte informou que a presença dos enviados da legenda está documentada em registros formais de entrada e em imagens das câmeras de segurança da Sala de Totalização. De acordo com a nota oficial divulgada no início da segunda-feira, a documentação comprova que os fiscais tiveram livre acesso às dependências permitidas durante todo o trabalho de apuração.

Contexto do resultado eleitoral

A manifestação do tribunal respondeu ao discurso de Flávio Bolsonaro, que alegou ser impossível reconhecer o resultado da votação. O candidato foi derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva por uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos, atingindo Lula 51,79% dos votos válidos.

Para justificar o questionamento, Flávio também citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Perto do encerramento das urnas às 17h, o magistrado estendeu a votação até 19h em todo o território nacional. A alteração atendeu a solicitações encaminhadas tanto pela coligação de apoio a Lula, denominada Brasil Pronto Pra Mais, quanto pela própria campanha de Flávio, que solicitou a extensão junto ao TSE.

Perguntas frequentes

A sala-cofre do TSE pode ser visitada por partidos?

Não. A Justiça Eleitoral esclareceu que a sala-cofre é um ambiente restrito por razões de segurança e não admite visitação de fiscais partidários ou do público externo.

Como o PL acompanhou a apuração no tribunal?

Dois fiscais do PL compareceram ao TSE e acompanharam o Teste de Integridade no subsolo, além de acessarem a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos Políticos no quinto andar.

Quem autorizou a prorrogação da eleição até 19h?

A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, em atendimento a pedidos apresentados tanto pela coligação Brasil Pronto Pra Mais quanto pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

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