TSE desmente expulsao de fiscais do PL da sala-cofre durante apuracao
Justiça Eleitoral afirma que o espaço não é aberto a visitação e comprova acesso de fiscais do PL às demais áreas do tribunal.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nota oficial nesta segunda-feira (26) negando que fiscais do Partido Liberal (PL) tenham sido expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições de 2026.
- Partido Liberal: teve dois fiscais credenciados acompanhando o Teste de Integridade no subsolo, a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos Políticos.
- Eleitores e sociedade: recebem esclarecimento oficial do TSE sobre as regras de acesso e fiscalização da apuração do segundo turno das eleições de 2026.
- Justiça Eleitoral: reiterou que a sala-cofre é área restrita e sem visitação, registrando que todas as demais áreas do tribunal permitiram livre acesso aos fiscais.
O Tribunal Superior Eleitoral negou, nesta segunda-feira (26), a acusação feita pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de que integrantes de seu partido teriam sido expulsos da sala-cofre do TSE durante a apuração do segundo turno presidencial. A Justiça Eleitoral informou que o local restrito não é aberto para visitação, mas confirmou que a fiscalização das demais etapas ocorreu dentro da normalidade.
Segundo o tribunal, o acesso à sala-cofre é vedado a visitantes externos por razões de segurança. No entanto, o órgão destacou que a Sala de Totalização, a Sala dos Partidos Políticos e a área do Teste de Integridade das Urnas permaneceram abertas para observadores internacionais, advogados, membros do Ministério Público e representantes de legendas partidárias.
Acesso à sala-cofre do TSE e áreas de fiscalização registradas
O TSE confirmou a presença de dois representantes credenciados do PL no edifício-sede em Brasília. Os fiscais participaram do acompanhamento do Teste de Integridade das Urnas no subsolo do prédio, além de circularem pela Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar, e pela Sala de Totalização.
A Corte informou que a presença dos enviados da legenda está documentada em registros formais de entrada e em imagens das câmeras de segurança da Sala de Totalização. De acordo com a nota oficial divulgada no início da segunda-feira, a documentação comprova que os fiscais tiveram livre acesso às dependências permitidas durante todo o trabalho de apuração.
Contexto do resultado eleitoral
A manifestação do tribunal respondeu ao discurso de Flávio Bolsonaro, que alegou ser impossível reconhecer o resultado da votação. O candidato foi derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva por uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos, atingindo Lula 51,79% dos votos válidos.
Para justificar o questionamento, Flávio também citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Perto do encerramento das urnas às 17h, o magistrado estendeu a votação até 19h em todo o território nacional. A alteração atendeu a solicitações encaminhadas tanto pela coligação de apoio a Lula, denominada Brasil Pronto Pra Mais, quanto pela própria campanha de Flávio, que solicitou a extensão junto ao TSE.
Perguntas frequentes
A sala-cofre do TSE pode ser visitada por partidos?
Não. A Justiça Eleitoral esclareceu que a sala-cofre é um ambiente restrito por razões de segurança e não admite visitação de fiscais partidários ou do público externo.
Como o PL acompanhou a apuração no tribunal?
Dois fiscais do PL compareceram ao TSE e acompanharam o Teste de Integridade no subsolo, além de acessarem a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos Políticos no quinto andar.
Quem autorizou a prorrogação da eleição até 19h?
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, em atendimento a pedidos apresentados tanto pela coligação Brasil Pronto Pra Mais quanto pela candidatura de Flávio Bolsonaro.