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TRE-BA determina prisão de secretário de Mobilidade de Salvador

Tribunal Regional Eleitoral da Bahia manda prender Pablo Souza após constatar redução superior a 50% na frota de ônibus durante a eleição.

Por Christopher Guerra · 3 min de leitura

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou no dia 25 de outubro de 2026 a prisão imediata do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A decisão atendeu a uma denúncia sobre a operação do transporte público com frota reduzida em mais de 50% no dia de votação.

Desembargador do TRE-BA decreta prisão do secretário Pablo Souza por corte da frota de ônibus em Salvador.
Ilustração gerada por IA

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou que a Polícia Federal efetue a prisão do secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A ordem foi emitida neste domingo, 25 de outubro de 2026, após a constatação de que o sistema de transporte coletivo urbano da capital baiana operava com redução da frota superior a 50% em comparação aos dias úteis.

Constatação de paralisação e vistoria no BRT

A medida da Justiça Eleitoral atendeu a uma representação formalizada pela Federação Brasil Esperança, coligação composta por PT, PCdoB e PV. A entidade denunciou ao tribunal a falta de veículos em circulação durante o horário de votação das eleições.

Após o recebimento da denúncia, um juiz auxiliar do tribunal realizou uma inspeção presencial na sede do sistema BRT de Salvador e encontrou diversos veículos parados na garagem. No local, o supervisor Igor César da Cruz Moraes confirmou ao magistrado que a frota em atividade era inferior à de dias úteis e declarou que cumpria uma orientação vinda da Secretaria Municipal de Mobilidade.

Justificativa da prefeitura e determinação de frota total

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, declarou que parte dos ônibus permaneceu nas garagens devido à ação de sindicalistas que teriam colado adesivos de candidatos do PT nos veículos. Segundo o gestor, as concessionárias recolheram a frota para evitar acusações de propaganda eleitoral irregular.

Ao fundamentar a ordem de prisão, o presidente do TRE-BA destacou evidências de violação dos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral. O desembargador também ordenou que a secretaria municipal e as empresas concessionárias restabeleçam imediatamente 100% da frota, com itinerários e frequências de dias úteis, garantindo o passe livre aos passageiros.

Penalidades e apuração pela Procuradoria

A decisão judicial estipulou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento caso a secretaria e as empresas operadoras não liberem a totalidade dos veículos no prazo de uma hora a partir da notificação. O desembargador determinou ainda que a Procuradoria Regional Eleitoral abra investigação sobre o caso.

Em nota oficial enviada no início da tarde, a Secretaria Municipal de Mobilidade informou ter ordenado a saída de todos os ônibus das garagens com frota máxima, inclusive os veículos com adesivos políticos. O órgão afirmou que a operação do transporte público estava em fase de normalização por meio de diálogo com representantes sindicais.

Perguntas frequentes

Quem determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador?

A prisão foi ordenada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, com cumprimento direcionado à Polícia Federal.

Qual é a punição prevista caso a frota de ônibus não volte a circular integralmente?

A Justiça Eleitoral fixou multa de R$ 1 milhão por hora de atraso caso a ordem de liberação de 100% dos ônibus não seja cumprida no prazo de uma hora após a notificação.

O que alegou a Prefeitura de Salvador sobre a redução dos ônibus?

O prefeito Bruno Reis afirmou que ônibus foram retidos nas garagens porque sindicalistas teriam fixado adesivos eleitorais nos veículos, gerando receio de propaganda irregular por parte das concessionárias.

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