Escala 6×1 no Senado: PEC tem votação prevista e divide Lula e Flávio
Alcolumbre marcou cinco sessões de debate antes da votação. Lula desafia Flávio a apoiar a PEC; o candidato do PL defende jornada escolhida pelo trabalhador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na terça-feira (6) o calendário da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. O rito prevê cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno no plenário, possivelmente em 15 de outubro.
- Trabalhadores em escala 6x1: a PEC prevê dois dias de folga por semana sem redução salarial.
- Senadores, incluindo o candidato Flávio Bolsonaro: votam a proposta em plenário a dez dias do segundo turno.
- Empregadores: acompanham uma possível mudança constitucional no limite da jornada semanal.
- Eleitores: a posição de cada candidato sobre o tema virou ponto central da campanha.
A PEC do fim da escala 6×1 tem votação prevista no Senado para 15 de outubro e passou a dividir as campanhas do segundo turno. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na terça-feira (6) que cumprirá o rito completo, com cinco sessões deliberativas de debate ao longo desta e da próxima semana antes da votação em primeiro turno.
O que prevê a PEC
A proposta acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso, garante duas folgas semanais sem redução de salário e diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana. A votação prevista para 15 de outubro é a do primeiro turno da PEC no plenário do Senado.
💡 Fique atento ao calendário: a data de 15 de outubro é a previsão anunciada pela presidência do Senado e depende da conclusão das cinco sessões de discussão.
A posição de Lula
Na terça-feira, Lula (PT) disse estar confiante na aprovação e afirmou que a mudança é um desejo da sociedade. Na quarta-feira (7), em plenária do PT com parlamentares, desafiou Flávio Bolsonaro a votar a favor e a pedir que o PL faça o mesmo. Para Lula, deixar a jornada para negociação entre patrão e empregado não traria vantagem ao trabalhador. Na mesma fala, ele defendeu a PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública.
A posição de Flávio Bolsonaro
Flávio, que é senador pelo Rio de Janeiro, tem se manifestado contra a proposta. Em entrevista na terça-feira, defendeu que o trabalhador tenha liberdade para montar a própria jornada: quem quiser trabalhar mais poderia fazê-lo, e quem preferir trabalhar menos poderia priorizar outros aspectos da vida. No mesmo dia, em Goiânia, afirmou que o Congresso eleito, mais à direita, dará maioria para mudanças na Constituição. A aliança fechada ali está em Caiado apoia Flávio Bolsonaro.
Congresso novo pode mudar o ritmo
Para o professor Jeferson Ramos dos Santos, da Universidade de Brasília (UnB), ouvido pela Rádio Nacional, a mudança na composição da Câmara e do Senado pode levar parlamentares a esperar o cenário se definir, o que tende a atrasar a ida do tema ao plenário. A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027. A data e as regras da votação de 25 de outubro estão em segundo turno 2026.
Perguntas frequentes
Quando o Senado vota o fim da escala 6×1?
A previsão anunciada por Davi Alcolumbre é 15 de outubro, depois de cinco sessões de discussão.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A PEC garante duas folgas semanais sem corte de salário e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas.
Flávio Bolsonaro é contra o fim da escala 6×1?
Flávio tem se manifestado contra a proposta e defende que o trabalhador escolha a própria jornada.