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Quarta-feira, 7 de outubro de 2026 86 dias para a posse
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Escala 6×1 no Senado: PEC tem votação prevista e divide Lula e Flávio

Alcolumbre marcou cinco sessões de debate antes da votação. Lula desafia Flávio a apoiar a PEC; o candidato do PL defende jornada escolhida pelo trabalhador.

Redação Diário Executivo · 3 min de leitura

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na terça-feira (6) o calendário da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. O rito prevê cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno no plenário, possivelmente em 15 de outubro.

Infográfico: PEC no Senado, 44h → 40h, jornada máxima semanal com o fim da escala 6x1

A PEC do fim da escala 6×1 tem votação prevista no Senado para 15 de outubro e passou a dividir as campanhas do segundo turno. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na terça-feira (6) que cumprirá o rito completo, com cinco sessões deliberativas de debate ao longo desta e da próxima semana antes da votação em primeiro turno.

O que prevê a PEC

A proposta acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso, garante duas folgas semanais sem redução de salário e diminui a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana. A votação prevista para 15 de outubro é a do primeiro turno da PEC no plenário do Senado.

💡 Fique atento ao calendário: a data de 15 de outubro é a previsão anunciada pela presidência do Senado e depende da conclusão das cinco sessões de discussão.

A posição de Lula

Na terça-feira, Lula (PT) disse estar confiante na aprovação e afirmou que a mudança é um desejo da sociedade. Na quarta-feira (7), em plenária do PT com parlamentares, desafiou Flávio Bolsonaro a votar a favor e a pedir que o PL faça o mesmo. Para Lula, deixar a jornada para negociação entre patrão e empregado não traria vantagem ao trabalhador. Na mesma fala, ele defendeu a PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública.

A posição de Flávio Bolsonaro

Flávio, que é senador pelo Rio de Janeiro, tem se manifestado contra a proposta. Em entrevista na terça-feira, defendeu que o trabalhador tenha liberdade para montar a própria jornada: quem quiser trabalhar mais poderia fazê-lo, e quem preferir trabalhar menos poderia priorizar outros aspectos da vida. No mesmo dia, em Goiânia, afirmou que o Congresso eleito, mais à direita, dará maioria para mudanças na Constituição. A aliança fechada ali está em Caiado apoia Flávio Bolsonaro.

Congresso novo pode mudar o ritmo

Para o professor Jeferson Ramos dos Santos, da Universidade de Brasília (UnB), ouvido pela Rádio Nacional, a mudança na composição da Câmara e do Senado pode levar parlamentares a esperar o cenário se definir, o que tende a atrasar a ida do tema ao plenário. A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027. A data e as regras da votação de 25 de outubro estão em segundo turno 2026.

Perguntas frequentes

Quando o Senado vota o fim da escala 6×1?

A previsão anunciada por Davi Alcolumbre é 15 de outubro, depois de cinco sessões de discussão.

O que muda com o fim da escala 6×1?

A PEC garante duas folgas semanais sem corte de salário e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas.

Flávio Bolsonaro é contra o fim da escala 6×1?

Flávio tem se manifestado contra a proposta e defende que o trabalhador escolha a própria jornada.

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