Caiado apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno; PSD libera diretórios
Quinto colocado fechou apoio em Goiânia. Augusto Cury e Renan Santos disseram que não vão indicar voto; Lula passou o dia com a coordenação de campanha.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na eleição presidencial com 2,18% dos votos válidos, acertou na terça-feira (6), em Goiânia, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, informou que deixará os diretórios estaduais livres para decidir entre Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
- Eleitores de Caiado (2,6 milhões de votos): recebem a indicação do candidato a favor de Flávio, mas o PSD não fechou posição nacional.
- Diretórios estaduais do PSD: cada um define seu apoio na eleição presidencial e nas disputas locais.
- Eleitores de Cury e Renan Santos (6,1 milhões de votos): não terão orientação de voto dos candidatos.
- Campanhas de Flávio e Lula: disputam votos que somam quase quatro vezes a diferença do primeiro turno.
Caiado apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O ex-governador de Goiás, que terminou em quinto lugar com 2,18% dos votos válidos, recebeu o candidato do PL em Goiânia na terça-feira (6) e acertou o apoio. O partido de Caiado, o PSD, porém, decidiu não fechar questão e liberou os diretórios estaduais.
O que muda com a decisão de Caiado e do PSD
Na noite de domingo (4), Caiado disse a jornalistas que só se pronunciaria depois de conversar com o presidente do partido, Gilberto Kassab, que foi seu vice na chapa. Em nota, Kassab afirmou que, diante da diversidade de cenários nos estados, a direção nacional manteria a liberdade dada às seções locais. Assim, diretórios, parlamentares, lideranças e filiados podem escolher quem apoiar no segundo turno presidencial e em eventuais disputas estaduais.
Depois do encontro em Goiânia, Flávio discursou e disse que pretende usar a eleição de um Congresso mais à direita para mudar a Constituição, com maioria para eleger os presidentes do Senado e da Câmara.
Cury e Renan Santos ficam neutros
Terceiro colocado, com 2,89% dos válidos, Augusto Cury (Avante) disse que vai se manter em silêncio sobre o segundo turno e que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome ou no do coordenador da campanha, Júlio Delgado. Em carta, ele cumprimentou os dois finalistas e pediu que considerem suas propostas. Cury também afirmou que não pretende continuar na política.
Quarto colocado, com 2,24%, Renan Santos (Missão) afirmou em transmissão ao vivo que não apoiará nenhum dos candidatos e que seus eleitores devem votar em quem quiserem. Na fala, ele dirigiu críticas aos dois finalistas.
💡 Somados, Cury, Renan Santos e Caiado tiveram 8.729.604 votos, quase quatro vezes a diferença de 2.224.965 votos entre Flávio e Lula no primeiro turno, segundo o TSE.
E a campanha de Lula
No mesmo dia, Lula (PT) ficou em Brasília reunido com a coordenação da campanha. À noite, defendeu a aprovação no Senado da proposta que acaba com a escala 6×1 e questionou como Flávio, que é senador, vai orientar o PL nessa votação. O tema virou um dos eixos da disputa, como mostra a reportagem sobre a escala 6×1 no Senado.
A votação final será em 25 de outubro. Os números completos do primeiro turno estão em resultado do primeiro turno 2026.
Perguntas frequentes
Caiado vai apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno?
Sim. Ronaldo Caiado acertou o apoio a Flávio em encontro em Goiânia na terça-feira (6).
O PSD vai apoiar Lula ou Flávio?
Nenhum dos dois oficialmente. O partido liberou os diretórios estaduais para decidirem.
Augusto Cury vai apoiar quem no segundo turno?
Ninguém. Cury disse que ficará em silêncio e que ninguém fala em seu nome sobre apoios.