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Quinta-feira, 8 de outubro de 2026 85 dias para a posse
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Senado realiza segunda sessão de debate sobre fim da escala 6×1

Proposta reduz jornada semanal máxima para 40 horas e exige cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno no Plenário.

Redação Diário Executivo · 3 min de leitura

O Plenário do Senado Federal realizou, em 7 de outubro de 2026, a segunda sessão de discussão em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga.

O Plenário do Senado Federal realizou, nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, a segunda sessão de debate sobre a proposta que estabelece o fim da escala 6×1. A PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso semanais sem redução de salário para os trabalhadores brasileiros.

Para que a proposta seja votada em primeiro turno, são necessárias cinco sessões de discussão em Plenário. A primeira sessão ocorreu na terça-feira, 6 de outubro, e a terceira está agendada para esta quinta-feira, 8 de outubro, às 14h. A aprovação da matéria exige o voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação. Se passar no primeiro turno, o texto passará por mais três sessões de debate antes da votação final.

Como o fim da escala 6×1 é debatido no Senado

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), informou que está coletando assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial. O objetivo é acelerar a tramitação para que a atual legislatura, cujos mandatos vão até 31 de janeiro de 2027, conclua a votação da matéria. Segundo a senadora, a discussão interessa a todos os parlamentares e não deve ser tratada apenas como uma pauta governamental.

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a redução da jornada sem perda salarial, mencionando que dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) associam o descanso ao aumento de produtividade e à redução de acidentes. No mesmo sentido, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apontou que jornadas excessivas elevam o risco de problemas graves de saúde, como acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças cardíacas.

Impactos sociais e econômicos da proposta

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) argumentou que a modernização tecnológica, incluindo a robotização e o trabalho remoto, viabiliza a transição para a escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso. Ele ressaltou que a mudança beneficia principalmente os profissionais de menor renda, que atualmente estão mais sujeitos à escala de seis dias de trabalho por um de folga.

A senadora Leany Lemos (PSB-DF) destacou que as mulheres seriam as principais beneficiadas pela medida, uma vez que frequentemente enfrentam dupla ou tripla jornada diária. Por outro lado, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apresentou emendas ao texto e cobrou maior debate sobre os impactos práticos da mudança em setores específicos, como hospitais, imprensa e na situação de trabalhadores horistas.

Perguntas frequentes

O que propõe a PEC do fim da escala 6×1?

A PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de repouso por semana sem redução no salário do trabalhador.

Quantos votos são necessários para aprovar a proposta no Senado?

A proposta precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores, o que equivale a 49 votos favoráveis dos 81 parlamentares, em dois turnos de votação.

Qual é o próximo passo na tramitação da PEC?

A proposta passará pela terceira sessão de discussão em primeiro turno nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, necessitando de cinco sessões de debate antes de ser votada em primeiro turno.

📄 Fonte oficial Senado Federal Conferir na fonte ↗

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